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1% X 100%
Q uando se coloca uma pequena quantidade de "algo" líquido em outro "algo" líquido,pode se considerar que seria uma diluição– algo assim como "a diluição de uma gota de um suco em um frasco de água." E esta comparação seria plenamente aplicável aos medicamentos homeopáticos. Certo ? Mais ou menos.
Quando se fala em preparação de medicamentos homeopáticos líquidos a 1% e a 100% se fala em : 1% -. Quando é dispensado o medicamento, por exemplo uma 50CH, é colocado 1% do medicamento nessa potência em uma base de água-álcool, sem succionar. É também chamada "impregnação". 100% - a farmácia tem a matriz de um medicamento a 100% em 49 CH, por
exemplo, e deve Fazendo algumas considerações sobre os critérios, a primeira é chamada "impregnação" por ser, a grosso modo, como uma preparação para glóbulos que parou na forma líquida, e está descrita no Manual de Normas Técnicas 2ª edição. A segunda é uma técnica francesa, descrita na Farmacopéia Homeopática Brasileira, 2ª edição. No primeiro caso a matriz dinamizada é uma 49 CH, que é de onde se parte para a forma dispensada, 50 CH. No segundo caso a matriz dinamizada é uma 50 CH. As farmácias brasileiras têm um dos dois tipos de critério como padrão,
embora a imensa maioria
use o de 100%. O que se quer caracterizar é que esse critério de 1% não é usado :
A opção de raciocínio mais adequada e mais condizente com o atual estatuto da
Homeopatia Há diferenças ? Sim. Há engodo ? Não. O que ocorre é que perguntas são suscitadas :
O que não se deve permitir é a duvida de ‘se tem ação ou não’, pois as duas
têm ação Parece óbvio que o problema de como fazer a dispensação do medicamento
líquido é de
Voltando ao primeiro plano, a questão da regularização que a lei pede não vai
ser discutida aqui. E essa confiança passa pela fidedignidade da tintura ou trituração, pela
qualidade da Esse é o motivo lógico e ideal, mas qual a diferença real para os clínicos ?
Será que os Em um universo em que se perguntado a um clinico se há diferença entre
receitar o medicamento E só para constar : com relação à dose, receitar o medicamento na forma de glóbulos e na forma liquida é diferente e pode fazer diferença na evolução do paciente. Mas é inegável que, intuitivamente, o clínico tem um ritmo que ele está
habituado a usar para Como um agravante a mais dessa discussão, temos a interpretação do que foi deixado por Hahnemann a esse respeito. Defendo fortemente a análise, o estudo, da herança deixada a nós, homeopatas,
por Hahnemann. Considero que tanto o critério de 1% quanto o de 100% são legítimos e que deveriam os dois serem oficiais. Mas de maneira que possam ser perfeitamente identificadas pelo clinico. E que o clínico tenha liberdade para escolhê-las conforme seu entendimento e sua estratégia de ação para aquele paciente em particular. Não é permitido a nenhum homeopata ignorar, mesmo que momentaneamente, que a Homeopatia é a clínica do indivíduo. E que se cada indivíduo é diferente, estratégias diferentes da terapêutica homeopática são necessárias na clínica. As discussões, desse modo, deveriam contemplar :
Existem dois pontos importantes de análise em Homeopatia quanto aos medicamentos
homeopáticos que não
podem ser esquecidos: A interação entre farmacêuticos e clínicos sempre foram, são e deverão ser harmônicas, pois é uma das grandes forças da Homeopatia brasileira. E como tal deveria ser cuidada com mais clareza e vontade de diálogo e com menos interferências espúrias. Seria interessante nessa discussão ‘começar do começo’ : quando se fala de 1% X 100% se está falando de qualidade ou quantidade ? Ou das duas ?
Maria Thereza C. G. do Amaral
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