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Sobre o artigo publicado no dia 27 de agosto de 2005 a respeito da Homeopatia que apenas apresenta efeito placebo.
Não entendo porque tanto esforço da ciência para provar que a Homeopatia consiste na utilização de medicamentos com efeito placebo, ou seja, inertes e que só possam desencadear o processo de cura através de um efeito psicológico. Parece que há muita falta de criatividade destes cientistas que tem desejado sempre provar este tipo de efeito associado à Homeopatia. Na verdade, o que parece é que eles não se convenceram com os resultados de suas próprias pesquisas. Quando se utiliza um antibiótico no tratamento de uma infecção e esta é debelada, acredita-se que o microrganismo causador do processo era sensível ao antimicrobiano utilizado. Por outro lado se o antibiótico não resolveu o processo, entende-se que o microrganismo era resistente ao antimicrobiano, e não que a alopatia não funciona. Nas pesquisas realizadas com medicamentos homeopáticos e conduzidas por cientistas que não aceitam esta conduta, a conclusão é sempre de que a homeopatia não apresentou o efeito esperado ao invés de se concluir que o protocolo homeopático utilizado não apresentou o efeito desejado de cura. Como explicar o êxito de tratamentos realizados em animais com medicamentos homeopáticos se o raciocínio utilizado for o do efeito placebo? Em pesquisas realizadas recentemente da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo juntamente com o Embrapa Gado de Leite, onde foi realizado um experimento baseado em infecção experimental em glândulas mamárias de vacas leiteiras, que foram tratadas com protocolo homeopático (um grupo), com antibiótico (outro grupo) e sem tratamento (outro grupo - controle), pôde-se verificar que os animais tratados com medicamentos homeopáticos e alopáticos obtiveram cura no mesmo período, enquanto que no controle foi necessária uma intervenção medicamentosa para manter os animais vivos ou sem a perda de suas glândulas pelo processo infeccioso. Considerando-se que a Homeopatia só apresenta efeito placebo e o resultado alopático não difere do homeopático, torna-se inevitável concluir que a alopatia curou pelo efeito placebo. É correta esta conclusão? Se esta conclusão é correta deve-se buscar cada vez mais o tratamento homeopático, pois este é mais barato e apresenta menos efeitos indesejáveis. A ciência médica necessita de muitos trabalhos para produzir protocolos alopáticos e homeopáticos que auxiliem no tratamento de inúmeras doenças. Desta forma, parece um grande desperdício de tempo e dinheiro ficar estancado no século XIX e discutindo uma especialidade médica, médica veterinária e farmacêutica, reconhecida no Brasil e pela ONU. Estou enviando esta mensagem na esperança de que, com os esclarecimentos citados anteriormente possa, sinceramente, gerar uma mente mais crítica, uma cobrança ao meio científico de maior empenho quanto a resultados construtivos, ao invés de gerar polêmica sem nenhum resultado concreto. Atenciosamente
Prof. Dr. Nilson Roberti Benites Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo Presidente da Associação dos Médicos Veterinários Homeopatas do Estado de São Paulo.
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Maria Thereza Cera
Galvão do Amaral
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