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O estudo de comportamento animal na Homeopatia Há algum tempo venho me perguntando porque não se estuda
comportamento animal em um curso de homeopatia. Será que isso é relevante diante
das mais sérias patologias, daquelas lesões de pele maravilhosas, daquele
sintoma raro, estranho e peculiar que nos remete, quase que imediatamente,
àquele medicamento dito como "de fundo". Será que isso basta? Eu particularmente
acho que não. Sem este conhecimento como podemos explicar o comportamento de um macho, da espécie canina, que levanta a pata para urinar? Por que ele levanta a pata? Por que escolhe locais específicos? Por que ele urina aos poucos? Qual a função disso? Será que isso é sintoma? Quando nós, profissionais desta área, compreendermos que este mecanismo é desencadeado por um estímulo sinalizador como o odor de urina deixado por outro animal (estímulo ambiental) ou pela distensão da bexiga. Que este comportamento aparece quando o animal atinge a maturidade sexual e observa os outros cães levantarem a pata para urinar. Que a função deste ato é a de demarcar o território e que a comunicação está por trás de tudo isso e é o fator mais importante. Fica fácil entendermos que a urina ali, naquele cantinho do sofá, quer dizer que "este espaço já tem dono!". Que isto é um padrão de comunicação dentro da espécie e que não podemos, de forma alguma, considerar como um sintoma ou um problema. Os proprietários não gostam e não entendem este mecanismo quando ele acontece em algum local inadequado para nós humanos, só aceitam quando ocorre em alguma árvore durante um passeio, por exemplo. Porém, se nós tivermos conhecimento do comportamento, de como estes animais vivem em matilha, o que quer dizer "viver em matilha" e o que é ser dominante, podemos então, ir mais adiante... Quando um cachorro é mimado, tem tudo do bom e do melhor, faz o que quer dentro de casa, manda e desmanda no dono, existe uma probabilidade altíssima dele começar a marcar território. Com isso ele quer dizer que é o líder, que ele manda e que este território é dele! Como inibir este comportamento? Sendo você (proprietário) o líder desta matilha! Agora vamos para um outro comportamento que envolve o ato de
urinar. Será que todos os veterinários estão aptos a diferenciar estas duas situações? Será que entender porque estes comportamentos ocorrem não é necessário mesmo para se clinicar? Quanto tempo o país ainda vai levar para dar valor ao comportamento? Infelizmente falta vontade e entendimento do quanto isso é importante para o Bem- Estar de todos nós!
Dra. Fernanda
Pecoraro
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construída e
administrada por Maria
Thereza Cera Galvão do Amaral
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