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O estudo de comportamento animal na Homeopatia

Há algum tempo venho me perguntando porque não se estuda comportamento animal em um curso de homeopatia. Será que isso é relevante diante das mais sérias patologias, daquelas lesões de pele maravilhosas, daquele sintoma raro, estranho e peculiar que nos remete, quase que imediatamente, àquele medicamento dito como "de fundo". Será que isso basta? Eu particularmente acho que não.
O Bem- Estar dos animais está intimamente relacionado ao conhecimento do comportamento de matilha, o que infelizmente não nos é ensinado em lugar algum. Acredito que seja responsabilidade do veterinário ter este conhecimento para poder transmiti-lo aos proprietários e orientá-los durante todo o desenvolvimento do animal.

Sem este conhecimento como podemos explicar o comportamento de um macho, da espécie canina, que levanta a pata para urinar? Por que ele levanta a pata? Por que escolhe locais específicos? Por que ele urina aos poucos? Qual a função disso? Será que isso é sintoma?

Quando nós, profissionais desta área, compreendermos que este mecanismo é desencadeado por um estímulo sinalizador como o odor de urina deixado por outro animal (estímulo ambiental) ou pela distensão da bexiga. Que este comportamento aparece quando o animal atinge a maturidade sexual e observa os outros cães levantarem a pata para urinar. Que a função deste ato é a de demarcar o território e que a comunicação está por trás de tudo isso e é o fator mais importante. Fica fácil entendermos que a urina ali, naquele cantinho do sofá, quer dizer que "este espaço já tem dono!". Que isto é um padrão de comunicação dentro da espécie e que não podemos, de forma alguma, considerar como um sintoma ou um problema. Os proprietários não gostam e não entendem este mecanismo quando ele acontece em algum local inadequado para nós humanos, só aceitam quando ocorre em alguma árvore durante um passeio, por exemplo.

Porém, se nós tivermos conhecimento do comportamento, de como estes animais vivem em matilha, o que quer dizer "viver em matilha" e o que é ser dominante, podemos então, ir mais adiante...

Quando um cachorro é mimado, tem tudo do bom e do melhor, faz o que quer dentro de casa, manda e desmanda no dono, existe uma probabilidade altíssima dele começar a marcar território. Com isso ele quer dizer que é o líder, que ele manda e que este território é dele! Como inibir este comportamento? Sendo você (proprietário) o líder desta matilha!

Agora vamos para um outro comportamento que envolve o ato de urinar.
O proprietário ao chegar em casa é recepcionado pelo cachorro, que faz a maior festa, urina e vira de barriga para cima: "Toda vez que eu chego em casa, ela urina por todo canto fazendo festa, é sempre assim".
Podemos pensar numa cistite, em alguma falta de controle do esfíncter ou algo do gênero se formos leigos em comportamento. Por isso, é imprescindível o conhecimento prévio da vida em matilha como um todo. As nossas atitudes devem ser diferentes para cada caso. Neste último, o animal está urinando por submissão e não por dominância. Deve ser tratado com muito carinho e deve ser incentivado através de algumas técnicas, que não vem ao caso neste artigo, a ter mais confiança em si mesmo. A pior maneira de lidar com o problema é gritar com este cão ou dar uma surra nele. Se alguma vez ele fizer algo errado, a bronca não precisa ser uma BRONCA, mas uma bronquinha.
O ato de urinar por medo passa a ser um sinalizador e quer dizer o oposto da 1ª situação. Ele já está mostrando sinais de submissão e, se você gritar, isso significará que a mensagem que ele transmitiu ainda não está clara. Isso o levará a urinar mais ainda ou a sair correndo...

Será que todos os veterinários estão aptos a diferenciar estas duas situações? Será que entender porque estes comportamentos ocorrem não é necessário mesmo para se clinicar? Quanto tempo o país ainda vai levar para dar valor ao comportamento? Infelizmente falta vontade e entendimento do quanto isso é importante para o Bem- Estar de todos nós!

 

Dra. Fernanda Pecoraro
Homeopatia, Creche e Recreação para cães (day care), Orientações comportamentais.
fepecoraro@uol.com.br
R. Campos do Jordão, 47   CEP 05516-040
F: 3722-4636

 

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construída e administrada por Maria Thereza Cera Galvão do Amaral
Criado em 1999. Revisado: novembro, 2014.

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