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HOMEOPATIA
Uma visão para veterinários e outros
profissionais
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Veja
indicações de livros e
como
comprá-los.
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O que é Homeopatia
E como se usa esta terapia nos doentes ?
A Homeopatia :
Como fazer uma matéria médica homeopática:
Como
é feita a Consulta :
Homeopatia em Veterinária:
Visão de ser vivo :
"Tipos de Homeopatia"
Alguns tipos de sintomas:
Veja também o
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O que é Homeopatia
Você pode se imaginar como sendo uma coleção de partes que funcionam juntas como um relógio
?
Ou você
é um ser com um corpo que possui partes que interagem entre elas e com
o todo, funcionado harmonicamente, para ter o
que se chama
"vida" ?
Outra
questão: você tem que pensar para seu fígado funcionar ou ele geralmente funciona
harmonicamente junto com o resto de seu corpo ? E seu coração ? E seus rins ? e
seus…
E o que você acha que seria mais eficiente :
 | um medicamento que forçasse sua ação em em certos órgãos de seu corpo,
porém tendo reflexos indesejados em outros locais, |
 | ou um medicamento que agisse em todos
locais de seu corpo que estão precisando de ajuda, ao mesmo tempo ? |
Para a Homeopatia, o corpo de um ser vivo é uma unidade a seu serviço.
Unidade esta que apesar de ser feita de partes, partes das partes, partes das
partes das partes, e assim vai, deve ser tratada como unidade quando o ser
adoece.
Ou seja, quando seu corpo adoece, é VOCÊ que adoece, e não seu fígado, seu
coração, seu baço. E a Homeopatia se propõe a tratar você e não só suas
partes. As somas das partes é muito mais do que as partes juntas.
E o que dizer
então das interações entre elas ? Como se pode esquecê-las ?
Isso pode parecer pretensioso, mas é o sonho de muita gente desde que o mundo
é mundo, tanto que de muitas plantas se diz que são "panacéias para todos os
males", pois os homens sempre procuraram e procuram algo que os curasse de todas
as doenças. Algo como a procura da "pedra filosofal" na idade média, que faria
qualquer metal virar ouro.
Só que raciocine comigo : você não é igual a seu vizinho, ou a seu colega de
trabalho, ou a seu irmão e nem sua doença é igual a deles. As vezes uma pessoa
fica doente quando o tempo fica muito seco e outra quando o tempo fica muito
úmido. Cada um tem a "sua" doença. Então como você poderia ser tratado "igual"
quando adoece ? Um rim pode ser igual a outro. Um coração pode ser igual a
outro. Somos agrupados em espécies por termos muita semelhança entre os
indivíduos, mas não somos iguais.
Podemos dividir, a grosso modo, as terapias medicamentosas em dois grandes
grupos:
A) As que corrigem
"desvios de rota" do funcionamento padrão do corpo dos seres vivos (por corpo
entenda-se o corpo todo - inclusive cérebro), fazendo parar as reações que estão
lhe fazendo mal. Isso apesar de essas reações terem começado como algo
fisiológico para tentar trazer o corpo para um estado de saúde. Ou para aqueles
que estão sob o ataque de outros seres e que não estão conseguindo responder a
contento, como por exemplo dar antibiótico em uma pneumonia bacteriana em que o
corpo não consegue combatê-la por si só, por exemplo. Ou em uma alergia
qualquer, em que o corpo reage exageradamente a algo e começa a se fazer mal e
se toma um anti-inflamatório. Ou quando as veias/artérias do coração se
bloqueiam com deposições de gorduras e cia e tem que se fazer uma operação de
substituição para se voltar a ter uma irrigação sangüínea satisfatória.. Em
todos estes casos houve uma intervenção para se deter o processo e dar fôlego
para o organismo se recuperar e combater o que lhe está fazendo mal. Ou no caso
da alergia, bloqueando a reação exagerada.
O bom ? Age quer o organismo queira ou não, e dá um fôlego para o organismo
reagir e se fortalecer.
O ruim ? Não altera o que está causando estes distúrbios, só age nos
distúrbios e/ou nos seus efeitos. Pode-se combater as bactérias que causam a
pneumonia, mas não se consegue que o corpo fique mais forte para ele mesmo
combatê-la ou mesmo para ficar mais resistente e não ter pneumonia. Não se
consegue fazer o próprio corpo combater o excesso de sensibilidade aos
alérgenos, só se suprime os sintomas. No caso do coração, não se consegue tirar
a tendência ao "entupimento" de artérias, só com um regime alimentar e de vida
rigorosos.
B) E as terapias que tentam
intervir na causa mais profunda das doenças e corrigi-las. Ou o popular "cortar
o mal pela raiz".
O bom ? São terapias com outro tipo de propostas e são, ou deveriam ser, o
ideal de todos que almejam uma cura, qualquer que seja ela.
O ruim ? Não são todas as pessoas que são dispostas a este tipo de terapia,
por se contentarem com "curas" mais superficiais. E também existem ocasiões, por
limitação do ser humano que está aplicando a terapia, em que ela fica difícil de
funcionar. Limitações de conhecimento, falta de medicamento, impossibilidade de
reação do corpo, etc.
E voltemos por instantes ao século XVIII : como era a medicina da época ? Ela
tinha como terapêutica sangrias feitas com sanguessugas, arsênico e outros
venenos como febrífugos e outras coisas que horrorizariam hoje em dia até
charlatões. As supostas causas das doenças eram fantasmagóricas e fantásticas, e
nas faculdades de medicina aulas práticas não eram comuns. Apesar de desde o
século XVII, principalmente na Inglaterra, a idéia que tudo deveria vir da
experiência começasse a permear o mundo em geral, e a ciência em particular, a
terapêutica e a visão do doente parece que ficaram no século XVI. Talvez por
estarem muito ligadas a visão do homem sobre si e este parece que sempre foi um
enorme problema para o ser humano.
Poderia - se dizer que todos que atuavam na área da saúde achavam este quadro
normal, mais isto não era verdade. Haviam várias pessoas que se incomodavam mas
não tinham uma opção terapêutica. Os alquimistas conseguiram outra abordagem,
mas ainda não satisfatória. Quem usava plantas medicinais idem, mas e a
sistematização, a metodologia, em épocas em que a ciência estava procurando
método ? Nesta época, o conhecimento estava começando a ser algo ao alcance de
outros que não nobres ou religiosos. Isto foi uma parte das conquistas das
correntes de pensamento dos séculos XVII e XVIII, notadamente na Inglaterra (
XVII) e França de maneira mais acentuada ( XVIII). Mas, sair na rua, entrar em
uma livraria e comprar um livro para adquirir conhecimento ? Na época, isto era
ficção, e das mais absurdas possíveis. Aliás, ainda hoje é ficção em muitos
lugares.
Em 1755 nasceu Samuel Hahnemann, em Meissen, Saxônia, atual Alemanha.
Aos 20 anos entrou para a faculdade de medicina de Leipzig.
Ele
se desapontou com essa faculdade, entre outros motivos, por lá não haver aulas
praticas. Mas era uma faculdade onerosa e teve que interromper seus estudos por
falta de dinheiro e dar aulas particulares.
Segue para Viena, Áustria, onde
conseguiu ser aceito como discípulo do Dr. Quarin, diretor do Hospital dos
irmãos da Misericórdia. Foi recomendado por ele para ser médico particular e
bibliotecário de Samuel de Bruckenthal, governador da Transilvania, onde ficou
por 21 meses e dele aproveitou enormemente a biblioteca.
Em 10 de agosto de
1781, Hahnemann defendeu sua tese de doutorado na faculdade de Erlangen,
recebendo o grau de doutor. Sempre muito afeito a leitura, lia várias línguas e
sobrevivia também com as traduções que fazia.
Depois de formado, praticou a medicina possível na época, mas começou a achar
pouco. Ele curava muito pouco para seu gosto, embora as pessoas o considerassem
um sucesso. E estudava muito.
Em determinada época, se desgostou de vez e largou
a clinica. Como ele era farmacêutico e químico (o que era comum na época), além de médico, voltou-se às suas
traduções e à química.
Então, para alguém que gostaria de fazer algo no campo da
terapêutica, tinha a base tanto de quem faz a medicação quanto de quem a
prescrevia.
A idéia da semelhança ser também um dos caminhos para a terapêutica era algo
que já vinha há muito tempo aparecendo no trabalho de vários pensadores .
E a idéia de semelhança parece permear a cultura humana, e mais que isso :
trazer ou levar, de um objeto ou ser vivo a outro objeto ou ser vivo suas
qualidades, ou a qualidade que interessa a quem faz esta transferência, seja um
dos seres vivos envolvidos ou um outro externo.
Usar a pena da águia para ter suas características,
Ler a biografia de uma pessoa que se admira para saber como agir de maneira
semelhante a ele,
Imitar o comportamento do pai,
Aprender a falar e a andar imitando os adultos,
Tomar infusão de uma planta em forma de rim para problemas renais,
Tomar pequenas doses de Digitalis purpurea para controlar o que ela causa em
grandes doses ( insuficiência cardíaca)
Tomar o veneno continuamente em pequenas doses para tornar insensível a ele,
Até que um dia alguém percebeu que poderia ser feito com mais substâncias :
O que uma ( determinada) substância provoca em pessoas saudáveis pode ser
usado como guia para ser dado a pessoas doentes, que apresentam estes mesmos
sintomas.
E elas melhoravam.
Eureka ! E ele foi o criador ? Depende do que.
Da lei dos semelhantes ? Nunca. Isso foi só um exercício de observação de
Hahnemann, apoiado por muita coisa que ele havia lido. Aliás, um exercício de
observação muitíssimo bem feito.
Da Homeopatia ? Claro. Foi ele que operacionalizou, foi ele que desenvolveu o
método e foi ele que estabeleceu regras.
Mas e daí, como chegou a isso ? Dentre vários livros importantes que o
influenciaram, um livro chamado " Matéria Medica " de Cullen, que ele estava
traduzindo, chamou-lhe atenção pela parte em que falava da China officinalis
e dizia que ela era muito boa para malária.
Ele começou a experimentar diversas substâncias nos familiares, em amigos,
para ver o que provocaram em pessoas sãs. E tudo ia anotando.
Percebeu que se diluísse as doses, os sintomas ficavam menos violentos e mais
diferenciados, eram diferentes de uma simples intoxicação.
E, não se sabe exatamente de onde tirou a idéia ( Alquimia ?), começou a
dinamizar as substâncias e percebeu ou comprovou, não se sabe, que substâncias
antes inertes despertavam sintomas nas pessoas que a experimentavam.
E conforme suas anotações foram aumentando, observava que várias pessoas
apresentavam sintomas semelhantes quando experimentavam a mesma substância.
Epa!
Coincidência ou um grande achado ?
E que esta determinada substância curava
pessoas que apresentavam estes grupo de sintomas em suas doenças.
Não era mais
coincidência. Ele tinha achado algo grande.
Isto era uma terapêutica.
E quais suas bases ?
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 | substâncias são classificadas como medicamentos de acordo com a capacidade
de provocar sintomas significativos em pessoas sãs ( uso da lei dos
semelhantes em medicamentos).
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 | o uso de pequenas doses ( não se queria matar por intoxicação nem o
paciente e nem o experimentador).
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 | a dinamização ( "sacudidas") para fazer serem ativas substâncias inativas
e/ou para homogeneizar substâncias insolúveis em água/álcool e "melhorá-las".
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 | experimentar as substâncias candidatas a medicamento em indivíduos sãos (
os experimentadores) seguindo regras pré-estabelecidas.
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 | E experimentar uma substância (mesmo que composta) de cada vez, para não
atrapalhar e nem confundir os resultados e anotações de todos medicamentos
experimentados com seus sintomas, para estes poderem ser usados quando fossem
procurar sintomas relatados por doentes. |
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E como se usa esta terapia nos doentes ? Escuta-se tudo o que o paciente diz, suas queixas, observa-se seu
temperamento, seu modo de ser e viver quando são e quando doente, sua patologia.
Anota-se, escolhe-se os sintomas mais significativos, os que chamam mais a
atenção para a individualidade do doente.
Daí se escolhe o medicamento que mais se encaixe no quadro, medicando-o, e
faz-se outras orientações que forem necessárias. E no caso de Hahnemann, os
pacientes melhoravam.
E algumas coisas lhe chamaram atenção, uma já do tempo que ele tinha iniciado
as experimentações :
- Quando se experimentava as substâncias apareciam sintomas aparentemente sem
utilidade em seu total, do tipo - dor latejante, as 4 horas da tarde, no joelho
esquerdo.
Está bem, foi anotado.
E qual não foi a grata surpresa quando este tipo de relato de sintomas também
foram observados em relatos de doentes !
Então quer dizer que estas sensações,
estes "sentir" aparentemente malucos e que tradicionalmente são só para escutar
(e não lembrar mais) servem também para medicar ?
E não é que serviam !
E que interessante, individualizavam o ser, pois enquanto um poderia ter dor
latejante as 4 horas da tarde, no joelho esquerdo, outro poderia ter dor
latejante no joelho esquerdo quando levantasse pela manhã.
E um poderia ter a
indicação de um medicamento; e ou outro, de outro, mesmo os dois tendo dor no
joelho !
Então os modos que as queixas são feitas, as características destas
queixas, o MODALIZAR, individualizam o ser tratado ? Sim.
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 | E usando-se substâncias diluídas e dinamizadas para a experimentação, mais
sintomas individualizantes, diferentes, longe dos sintomas do tipo intoxicação
apareciam. E diferenciava mais um medicamento de outro. E estes sintomas
também apareciam em relatos de pacientes.
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 | Alguns sintomas que os experimentadores relatavam, quando estavam
experimentando uma substância, apareciam com mais freqüência, eram relatados
por vários experimentadores. Isto foi formando o que se chama o "núcleo" do
medicamento, o que o caracteriza mais, inclusive com sintomas mentais, sonhos,
sensações, etc. |
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E uma insatisfação : Hahnemann colhia com cuidado o relato de seus pacientes,
elegia com cuidado o medicamento, os medicava e eles ficavam bons. Que ótimo !
Diriam todos. Mais ou menos, começou a pensar Hahnemann. Porque eles, depois de
um certo tempo, adoeciam novamente, mesmo que fossem com doenças que nada tinham
a ver com a doença que ele havia cuidado. Mas porque eles adoeciam novamente?Deu um "nó em seu raciocínio", pois, se ele curou seu paciente, por que ele
voltou a adoecer ? Será que seria seu tipo de vida ? Algo nele fazia-o adoecer ?
E ele começou a prestar atenção na vida toda de seus pacientes e a achar que
eles já estavam doentes muito antes de se acharem doentes e irem até ele… e
começou a cuidar deles desta maneira, e vê-los de um outro modo.
Mas isso é outra história,
para ser contada em um outro momento.
E vamos continuar daqui dando nossa visão de Homeopatia.
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A Homeopatia : Diversas substâncias foram experimentadas separadamente em indivíduos sãos e,
nestes indivíduos,
estas substâncias ocasionaram sintomas que não apresentavam
normalmente em sua vida .
Estes sintomas que estas substâncias ( seguindo um
protocolo de experimentação) despertaram nestes
indivíduos foram anotados (de cada substância em separado) e colocados a
disposição dos clínicos em livros chamados 'matérias médicas'.
Um doente
que apresente sintomas, e uma dinâmica destes sintomas, que seja semelhante à de
um medicamento, este medicamento lhe é dado para curar a sua doença.
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Como fazer uma matéria médica homeopática: Experimenta-se uma substância ( substância 1) em um indivíduo são. E ocorre o
seguinte:
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Substância 1
O
indivíduo 1 apresenta
o
Sintoma 1, o Sintoma 2
e o Sintoma 3.
O indivíduo 2 apresenta o
Sintoma 3, o Sintoma 4 e o Sintoma 2.
O
indivíduo 3 apresenta o Sintoma 1,
o Sintoma 5 e o Sintoma 3.
O
indivíduo 4 apresenta o Sintoma 2
e o Sintoma 5.
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Com esse material ( os sintomas obtidos) se faz a Matéria Médica
Homeopática , que é um livro de relato das
características e sintomas que as substâncias despertam nos
experimentadores, listados por substâncias (essa é a Matéria Médica Pura):
Substância 1 : relatos dos sintomas 1, 2,3,4,5, e idealmente com
descrição dos experimentadores e seus relatos de como sentiram os sintomas (
MM pura).Substância 2; 3, …etc.
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Como
é feita a Consulta :
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Existe um doente com sintomas 1;3;4
a MM homeopática é consultada
é achado como diagnóstico medicamentoso a substância 1
o paciente é medicado
cura ou procura-se outro medicamento
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Este é o básico.
Partindo disso, existem homeopatas que preferem medicar por sintomas mentais,
por sintomas de temperamento, sintomas de constituição física característica,
mas a Homeopatia tradicional, de seu fundador, Samuel Hahnemann, e de seus
seguidores clássicos, é aquela em que é feita uma consulta em que são coletados
dados relevantes de toda sua vida, feito um minucioso exame físico, diagnósticos
são feitos, inclusive da doença, e os dados relevantes para o clinico são usados
para se chegar a um medicamento; e maus hábitos de vida são corrigidos para que
fatores que possam estar ajudando na manutenção da doença não atrapalhem o
tratamento, ou pelo menos se tenha consciência que eles estão e vão atrapalhar.
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Homeopatia em Veterinária:
Uns dos principais problemas na consulta homeopática veterinária é a de
antropomorfizar sintomas das espécies animais, que é
como fazem em desenhos da Disney. Lá eles colocam reações, sentimentos e
motivações humanas nos outros animais. As motivações e a importância dos
sintomas são diferentes de uma espécie para outra, e para percebê-las é
necessário conhecer sua etologia, o comportamento da espécie que se
clinica.
É possível fazer uma consulta homeopática em animais e coletar sintomas
mentais por que as emoções básicas, medo, dor, raiva, etc, estão presentes em
todos seres vivos complexos, sendo só as motivações diferentes, permitindo
também extrapolações. Embora seja preciso lembrar que é necessário ter muito
cuidado com relação à fisiologia e fisiopatologia. O 'pulo do gato' em sintomas,
principalmente mentais, é tanto a hierarquização correta destes sintomas,
quanto saber olhar o paciente sem "achar" ( pré conceber) nada, observar, anotar
o que ele faz, a situação, o contexto, a relação dele com os outros seres com
que vive e depois pensar a respeito.
Como conseqüência semiológica, há a necessidade de se saber os padrões de
comportamento da espécie que se clinica. Se não, acaba-se confundindo, por
exemplo, disputa de território com ciúmes.
O ideal no caso de uma consulta é saber padrões de comportamento,
fisiologia e fisiopatologia, além de boas noções de anatomia patológica
da espécie que se clinica. Isso numa consulta homeopática torna mais fácil
deixar o pré-conceito de lado e selecionar sintomas que realmente
importam.
Quanto a consulta, resultados dos achados dignos de nota no exame
físico, sintomas importantes de anamnese relativos a doença, sintomas
importantes da anamnese relativos a seu paciente, modalizados, sejam
eles característicos e/ou raros e/ou peculiares e/ou estranhos, seus
diagnósticos e prognósticos, a escolha da linha de Homeopatia com que
você vai analisar seus achados, escolher o medicamento, e fazer o acompanhamento
do caso, são aspectos importantes.
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Visão de ser vivo :
Observem vocês uns aos outros : se alguém for olhado só de costas será
COMPLETAMENTE diferente de se olhado só de frente mas, no entanto, é a mesma
pessoa… e se usassem uma terapêutica X em um de vocês visto de frente, muito bem
fundamentada e cia, teriam sucesso. E se usassem uma terapia Y, derivada de X,
também muito bem fundamentada e cia, na mesma pessoa, porém vista de costas,
também teriam sucesso. Estariam tratando da mesma pessoa, vista de maneiras
diferentes…com terapêuticas diferentes, não supressivas, mas sempre estariam
tratando da mesma pessoa…
A visão que cada um tem do ser vivo é muito importante, pois permeia todo seu
pensamento clínico e terapêutico. Não é a toa que nas escolas as matérias de
anatomia e de fisiologia são consideradas básicas, sem elas o resto da clínica é
impossível. Para a Homeopatia é importante saber que existe um nível de
estruturação do ser vivo em que uma parte representa o todo, em que a parte é
uma representação menor do todo.
Pode-se, principalmente em
Homeopatia, ver o ser vivo de duas maneiras - como uma unidade básica de
funcionamento (monolítica, como UM ser), ou como uma máquina ultra-sofisticada (
você olha para o ser e 'vê' suas características de forma - sua constituição,
seu temperamento- e conteúdo, os órgãos, seu funcionamento no estado de saúde e
doença - a fisiopatologia e a dinâmica entre forma e funcionamento).
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"Tipos de Homeopatia"
Estas duas visões contemplam as duas principais linhas de Homeopatia, que
caricaturalmente são resumidas como :
unicista é "aquele clinico que pede que você conte tudo que aconteceu e
acontece na sua vida - 'até a cor das meias que uso' - , não faz exame físico,
diz que exames complementares são desnecessários sempre, que não é preciso fazer
diagnóstico nosológico, receita um medicamento, e acha sempre que você ter uma
ferida de 10 centímetros de diâmetro e arder em febre por 10 dias é um ótimo
sinal de agravação. E ainda diz que por isso deve ser deixado como está ".
E que
pluralista à francesa é "aquele que olha para você, conversa quinze minutos
e lhe dá como receita um calhamaço com 30 medicamentos para tomar a cada 10
minutos" .
Essas definições poderiam ser usadas somente como esquetes de programa humorístico.
São o exagero dos exageros e
embora possam existir clínicos assim, não é o que se deseja formar
nos cursos.
Os unicistas são aqueles que preferencialmente usam um só medicamento por
vez para tratar de seu paciente, aliados ou não à outras
estratégias terapêuticas.
Os hahnemannianos são aqueles que seguem a
linha teórica de Hahnemann, assim como vários outros homeopatas
seguem a linha de consulta de outros homeopatas clássicos.
E alguém que siga a
Homeopatia tradicional francesa, conhecidos por pluralistas, trabalha
mais com constituição e fisiopatologia do indivíduo ou de uma
população.
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Alguns tipos de sintomas:
Abaixo estão colocados os vários níveis de sintomas que um ser
apresenta, e todos eles podem ser aproveitados na Homeopatia, dependendo da
linha homeopática que o clínico siga.
Pode-se inclusive intervir medicamentosamente em diversos níveis, tanto diretamente quanto indiretamente.
Podem ser :
Sintomas constitucionais, de sua constituição física,
Sintomas mentais, sintomas esses que expressem temperamento e/ou estados de
espírito e/ou suas paixões e/ou várias coisas.
Sintomas físicos, gerais e particulares.
Sintomas fisiopatológicos, sejam macroscópicos, ou bioquímicos ou celulares,
etc.
Sintomas biopatográficos, sintomas que mudaram a vida do ser, adoecendo-o
inclusive. Algo que em determinada fase de sua vida o muda. Esse tipo de sintoma
leva em conta toda a vida do ser.
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Agora, notem que foram colocados pré-requisitos
para se caracterizar a Homeopatia : terapêutica bem fundamentada, não supressiva, análise do todo.
Por
que senão seria uma bagunça completa.
O que se pressupõe com isso é que ela seja bem
fundamentada e que tenha teorias
desenvolvidas em
cima de experiências bem feitas.
Teorias bem fundamentadas e bem feitas (no sentido de forma)
dispensam 'gostares'.
Ou são bem feitas ou não.
Não cabe 'gostar' ou 'não
gostar'.
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Veja
indicações de livros e
como comprá-los.
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